Parque do Carmo

A fazenda que virou o maior parque da zona leste

O parque de 1976 segurou a mata. O distrito cresceu em volta e, em 2022, tinha 74.677 moradores.

O nome Itaquera, da região em que o Parque do Carmo se encaixa, é antigo. A Secretaria do Verde registra a primeira menção numa carta de sesmaria de 1686. Em tupi, a leitura corrente de Itaquera é pedra dura. A estação de trem de Itaquera é de 6 de novembro de 1875, data que a cidade usa como aniversário daquele distrito vizinho.

O parque em si é do século 20. A prefeitura o criou para frear a ocupação ao longo da ferrovia e guardar um resto de Mata Atlântica na zona leste. O decreto municipal 13.540 é de 15 de setembro de 1976. A inauguração foi em 19 de setembro de 1976. A área publicada hoje é de 1.477.814,90 m². É o maior parque municipal da capital.

O nome oficial junta o Carmo a Olavo Egydio Setúbal, o prefeito que criou a área verde. A portaria principal fica na Avenida Afonso de Sampaio e Sousa, 951. Há outros portões na mesma avenida, na Rua Osvaldo Pucci e na Rua John Speers. O Planetário do Carmo fica na Rua John Speers, 63.

O distrito administrativo que herdou esse nome não é só o parque. Entram a Gleba do Pêssego, o Jardim Nossa Senhora do Carmo, o Jardim Helian, o Jardim Copa e Santo Estevão, entre outros. A subprefeitura que administra o território fica em Itaquera, na Rua Augusto Carlos Bauman, 851, e também responde por Itaquera, José Bonifácio e Cidade Líder. Juntas, essas quatro partes tinham 550.540 moradores no Censo de 2022. Parque do Carmo, sozinho, tinha 74.677.

Quem vem de metrô desce na Estação Corinthians-Itaquera, da Linha 3-Vermelha, já no distrito vizinho, e segue de ônibus até a Afonso de Sampaio e Sousa. Não há estação de metrô dentro do Parque do Carmo.